Galeria Prof. António Lopes

Rua Portas do Sol, n.° 122
Cultura

Horário de Funcionamento

  • segunda a sexta feira: 09:00-12:30 | 14:00-17:30
  • sábado e domingo: 10:00-13:00 | 14:00-18:00


Informação Geral

Nascido em Lisboa a 18 de Março de 1900, António Lopes ou “Lopes da Covilhã”, nome pelo qual ficou conhecido, foi um dos grandes impulsionadores da Beira, tendo deixado a capital para se dedicar ao ensino na Escola Industrial Campos Melo onde leccionava desenho e onde permaneceu durante 30 anos. Para além de professor foi também jornalista do Diário de Notícias, no Jornal do Fundão e contribuiu também com gravuras suas para vários jornais como o “Diabo”, onde caricaturou Antero de Quental, Guerra Junqueiro e Hitler. Apaixonado pela Serra da Estrela, foi pioneiro na defesa das suas potencialidades demonstrando-o através de várias fotos que tirou da Serra e das suas gentes. Em 1931 participa na fundação do Sky Clube de Portugal, começando a cativar o povo português e mais tarde os estrangeiros, pela prática de sky.

Outra das actividades desenvolvidas pelo professor foi a tapeçaria que introduziu em Portugal, com novos desenhos e novas cores inspiradas nos bordados de Castelo Branco. Na segunda metade da década de 40 do século passado, fundou a fábrica de tapetes da Serra da Estrela, fomentou o cultivo do linho e da seda em várias aldeias beirãs, desenvolveu a produção de panos de linho. Através de exposições, divulgou grandemente esta arte da Beira Baixa promovendo a comercialização deste tipo de trabalho. Podemos encontrar grandes tapeçarias suas em vários organismos oficiais como na Câmara Municipal da Covilhã e no Governo-geral de Angola, em hotéis como o Astória de Monfortinho e no Tivoli em Lisboa. Outro dos seus grandes trabalhos foi um tapete com elementos alusivos à viagem de Pêro da Covilhã e que a Câmara ofereceu ao imperador da Abissínia. António Lopes deixou também a sua marca em várias igrejas da Beira. Pintou o tecto da Igreja de Santa Maria, o tecto da Junta Provincial da Beira Baixa, a Igreja da Misericórdia. Pintou a Serra nas suas várias estações, pintou a Covilhã, Sortelha, o Paul, as gentes serranas e também beirões ilustres como Pedro Álvares Cabral.
Sobre a Casa dos Magistrados Mandada construir em finais do século XVIII para alojamento dos magistrados do concelho e, posteriormente, para um superintendente dos Têxteis, a Casa dos Magistrados é um edifício emblemático da Covilhã, testemunho do desenvolvimento que a cidade conheceu durante os séculos XVIII e XIX. Edificada em granito, apresenta traça pombalina. No piso térreo, a fachada principal ostenta diversas arcadas que funcionavam como armazém municipal de cereais (tulha). No segundo piso são visíveis janelas de sacada e, ao centro, Pedra de Armas emoldurada e encimada por coroa de Marquês. A construção é rematada por cornija e limitada por pilastras de aparelho isódomo. Edifício notável da cidade, foi reabilitado e transformado em espaço cultural.

Classificação: Imóvel de Interesse Público

 

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